quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A ARTE DE VIVER A VIDA

Poucas pessoas sabem comemorar a vida como as duas que festejaram aniversário nesse mês de setembro e no mesmo dia. Tive a oportunidade dupla de ser abrilhantada com a felicidade delas.

Diniz Fonseca comemorou 50 anos, além da belíssima festa, ele fez uma campanha de leite em pó. Todos os convidados participaram da campanha. A idéia é distribuir o produto entre famílias carentes da Zona Periférica da Cidade, de preferência aquelas onde, infelizmente, o estado ainda não chegou.

Diniz foi homenageado pelos filhos, Arthur, Bárbara e Gabriel, sob o olhar enternecido de sua esposa Peleca, Marilene Paes. Com uma festa linda e um brilhante bufê, o aniversariante discursou agradecendo a família e amigos pela celebração da vida, lembrando da importância de cada um fazer a sua parte socialmente. Brindou os convidados, cantado rock e MPB, sob aplausos do seleto grupo de amigos. Para satisfazer o coração Garantido do aniversariante, seu concunhado, Ricardo, contrário doente, e cunhada Lurdes Paes entoaram uma toada antológica do Garantido, neste momento nostálgico da despedida do Rei David das cores vermelho e branco.





Na festa estava a matriarca da família Paes, D. Marion e todos os demais filhos: Zezinho, Joaquim, Joel, Juarez-Cirlene, Marcilene, Darcilene, Cristina-Estevão, Lurdinha-Elói, Betânia-Jucimar, Marionzinha e primos da família Paes. A família Paes é oriunda da região de Douro em Portugal, chegou à Urucará no final do séc. XIX e teve relevante importância na construção da cidade.




E para saudar seus 30 anos, Keila Andresa, fez uma festa dançante com muita balada, axé, forró e pagode. Ela que adora a noite de Manaus, aprecia todos os estilos musicais dançante. Por compromissos profissionais diminui seu final de semana notívago para sexta, sábado e domingo.













Keila merecia essa festa, comemoração de conquista pessoal e profissional é fantástico. Aliás, sou suspeita para falar sobre a aniversariante. Uma vez que contribui para sua formação. Quando ela veio morar comigo tinha apenas 9 anos, passamos juntas por alegrias e dificuldades. Não só eu e ela, mas todos os irmãos. Imagino que para ela ser criada por nós, quase adolescentes, que viviam intensamente a juventude, deveria a tornar diferente no meio das demais crianças de sua idade. Contudo, nuca perdemos o foco, não deixávamos nossos estudos e trabalhávamos muito.

É bom saber que ela tem o mesmo perfil, sabe viver a vida. Sem parar de estudar, característica que mais me orgulha. Lembro que passava a maior parte do tempo, depois da escola nas bibliotecas públicas e cursinho se preparando pro vestibular. O resultado disso: é a profissional de hoje e sua militância política-social.

A M&M eventos, sua thurma, é conhecida assim devido o casal Marcelo-Mayre Nery, chegaram trazendo tudo que uma festa precisa alegria, desordem na ordem, pulsação e vibração. Neste momento a festa ficou a mil, o espaço para dançar ficou pequeno, mas ninguém reclamava, todos queriam fazer parte. Dançando até ao simples ruído de uma latinha que abria. Assim Adrianio, Fabi, Adriana, Kaká, Jú, Zeca, Pri, Clélia, Nilda, Tiaguinho, Alex e Márcia da M&M agitaram na festa. Amigos do trabalho daqui e da época que trabalhou como psicóloga em Urucará, como Jajai e Taquinho não deixaram por menos. Outros, como Ilton-Mayre Cunha a caminho de Margarita passaram pela festa para celebrar e brindar com ela. E claro a comunidade de irmãos, sobrinhos e tios.

Uau!!!!!! Não dá pra citar todas as pessoas, mas esse dia, sem dúvida alguma para Diniz e Keila foi inesquecível: a verdadeira ARTE DE VIVER A VIDA. Que Deus os abençoe. E para mim, a felicidade de ter compartilhado esse dia ímpar.










terça-feira, 15 de setembro de 2009

GIBITECA NA ESCOLA PÚBLICA

Movimentar-se no sentido da erradicação do analfabetismo, 16 milhões de pessoas no Brasil, é responsabilidade de toda a sociedade. Despertar o interesse das crianças pela leitura é fundamental, com isso diminuímos o índice de retenção e do abandono escolar. Estes dois fatores fortalecem o analfabetismo funcional.

Equacionando os dois tipos de analfabetos o Brasil chega a 33 milhões de pessoas necessitando de letramento.

Estudos mais aprofundados, que avaliam pessoas com oito anos de educação formal, detectaram que a grande maioria não passa da leitura de revistas de fofocas e jornais com linguagem popular. Somente 30% da população brasileira é capaz de ler livros, revistas, jornais, gráficos e mapas.

Com a proposta da Gibiteca na Escola Pública espero contribuir de forma mais direta com o letramento e a melhoria de qualidade de vida.

Se você tiver gibi em casa e não sabe o que fazer com ele, lembre-se que temos mais de 200 mil crianças no sistema municipal de ensino de Manaus e outras tantas mil no estado esperando pra ver, pegar, encher olhos e mente com o mundo dos gibizinhos que estão no seu armário. Entre em contato com o Blog ou doe para a escola mais próxima.

Todos os gibis que forem entregues por este Projeto Gibiteca na Escola Pública serão previamente catalogados.

A meta é entregar os cem primeiros gibis na semana da criança em outubro.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

6ª SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA


No dia 11 de Setembro/09, encerra-se o prazo para inscrição no Concurso: Ciência no Amazonas. Os trabalhos selecionados farão parte da 6ª SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SNCT).

Cerca de 450 municípios participaram, em 2008, da SNCT, este ano espera-se que este número seja bem maior. O objetivo da SNCT é mostrar a importância da ciência e tecnologia na vida de cada um e no desenvolvimento do país. Com o tema Ciência no Brasil e, para o concurso, Ciência no Amazonas, espera-se que instituições de ensino público e privado participem intensamente do momento.

O trabalho de pesquisa é pouco desenvolvido nas escolas públicas, tanto que a maioria dos brasileiros, 80%, nunca ouviu falar em instituições de pesquisa. Abordar este tema no momento que discutimos qualidade de vida e preservação da Amazônia é fundamental para que possamos, conjuntamente, encontrar meios de equacionar essa situação sem que nenhuma das partes seja prejudicada.

Sou favorável que na Semana Nacional de Tecnologia, 19 a 25 de outubro, as instituições públicas de ensino fundamental tenham acesso ao local. Através de ônibus que possam levar a crianças da escola ao evento. Atualmente o mundo para os pequenos têm que ser visualizado, a TV aberta e fechada, e a internet fazem parte do seu cotidiano. Além do cinema que, infelizmente, através da pirataria tornou-se realidade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

40 ANOS DE CAMINHADA


É isso aí companheiros, comemorar 40 anos é celebrar a vida que tentei pautar pela luta social e ética. Muito cedo, aprendi a lutar pelos meus direitos e de meus colegas de sala de aula, sendo líder de sala. Aos treze já estava correndo de polícia, lutando pelo direito da meia passagem, e viabilizando o movimento dentro do Colégio Benjamin Constant, pois a liderança da UESA foi proibida de entrar por um cinturão de polícia de choque que ficava na frente do colégio pedindo nossa identificação. Era revoltante e indignante. Essa indignação me move ate hoje.

Aos dezessete já ingressava na militância do PCB, como simpatizante atuante. Fazia parte da ala jovem do partido junto com Carril, Zezinho e CIA.

Com companheiros Urucaraenses, fundei a Associação dos Urucaraenses e Amigos-Asuram. Como Presidente, fui responsável pelo maior movimento eleitoral dessa Associação. Nunca tantos urucaraenses mobilizaram-se, fora da cidade, para escolher um representante, jovens e idosos acreditavam no sonho. Pessoas chegavam carregadas e/ou em cadeira de roda. Queriam mudanças para a cidade, mesmo que começasse daqui pra lá. Votaram mais de mil pessoas, e outras tantas passaram pelo local de votação. A ASURAM não deu certo, paciência, fizemos a nossa parte.
Com o assassinato do meu pai, eu e meus irmãos (Ana, Kátia, Kardec, Kleber e Keila, cunhados: Holace, Noemi, Joice) nos juntamos para fazer um trabalho de esporte com jovens de Urucará, comunidade do Castanhal, onde meu pai nasceu. Em oito anos mobilizamos tios (Artur/Mário/José Alberto/Dionéia/ Pedro/Dorotéia/Dulcimar - Libórios), primos e amigos, que acreditavam no nosso sonho, e fizemos a Copa Prof. Valdino - Por um Mundo de Paz, esse era o tema, sendo assim sempre premiamos o torneio com material esportivo.

Esse perfil de luta deve-se a formação familiar, que sempre pautou pela educação, harmonia, solidariedade, respeito, honestidade entre tantos outros valores e aos amigos que ao longo da vida foram multiplicando-se.

Foi com todos estes sentimentos que na última sexta-feira, 28.08, comemorei meus 40 anos com o tema Safra 80. Pois em meio a toda a movimentação política como o fim da Ditadura Militar, Diretas Já, Eleição Presidencial (Lula lá, brilha uma estrela ... - hit dos engajados politicamente), Queda do Muro de Berlim, Fim da Guerra Fria, entre outros havia divertimento e cultura, muita cultura. Também, não poderia deixar de registrar que nessa década o Garantido foi Penta-Campeão; o Flamengo Campeão do Mundo; nós tínhamos a seleção do futebol arte, não ganhou, mas sem dúvida alguma inesquecível; havia a equipe de prata do vôlei com o viagem ao fundo do mar e o jornada nas estrelas; o basquete de Oscar e CIA ganhou dos EUA, dentro da sua própria casa. Puxa cada lembrança boa.

Na área cultura a musicalidade dos filhos da ditadura explodia. Filhos de classe média, de diplomatas, de políticos e de militares iniciavam o movimento rock pop, rock punk...Com influência das bandas que agitaram e fizeram a trilha sonora dos então jovens, de 1968/69 e 70, e agora pais. A história da revolução voltava a se repetir, mas agora a revolução não era mais armada, mas acima de tudo musical. No meio dessas bandas e cantores, surgiam gênios da poesia/filosofia musical como Cazuza, Renato Russo, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Herbert Viana, Lobão.. E ainda, bandas e músicos de um único sucesso.

Por aqui o Festival Universitário e o Fecani agitavam a cultura local. Já a noite de Manaus era fantástica, uma província gostosa, todos se conheciam e iam para os mesmos bares. Se quisesse ver o fim da tarde e conversar com pessoas bem informadas, intelectualizadas tinha o Bar do Armando. Sair do Teatro Amazonas e não esticar até lá, era o cúmulo. E nessa época, nas mesas do Armando várias decisões políticas foram tomadas, os políticos eram freqüentadores do lócus. Hoje, infelizmente, os políticos fogem de seus eleitores como o diabo foge da cruz. E nesse clima, esquerda festiva, foi fundada a Banda Independente da Confraria do Armando-Bica, que fará 24 anos em 2010.

Se saía do Cinema ou quisesse esticar a noite depois do Armando tinha o Consciente. Música ao vivo. Os freqüentadores tinham oportunidade de ouvir no barzinho: Torrinho, Célio Cruz, Pereira, Cileno, Lucinha Cabral, Celito. Além deles, nomes nacionais como de Nilson Chaves e Boca Livre. Era comum ter vernissage, principalmente de Arnaldo Garcez e recitações. Foram grandes nomes que iniciram nos bares, entretanto, sem perder a objetividade, o profissionalismo. O Consciente, também, tinha uma banda que saia pelas ruas do centro de Manaus no dia 31 de dezembro, cheia de bichices.
Bom, mas depois de rodar tantos outros bares da cidade o ideal era findar a noite no Paulo`s Bar, que tinha som ao vivo dançante com Maca e Renatinho. Foi lembrando esses locais que cada mesa da festa, Safra 80, tinha um cardápio com os seus nomes, permeado de lembranças de casos, causos e acima de tudo pessoas, como Celeste, Celestial... Dentre os bares: Arte´s Drinks, Asa Delta, Tarugos, Clube da Esquina, Bar do CREA, Caranguejo, Galvez e início de 90 TapereBar(Michelle).

Na década de 80, lembro com muito carinho, também, da turma que passava o carnaval em Urucará, a excursão era coordenada pelo Frank. Então, eu passava o ano todo aqui, mas o carnaval tinha que ser lá. Nesse grupo estavam Jean, Ico, Bosquinho, Kátia, Kleber, Kardec, Pelecadas, Tânia, Mita, Ricardo, Louro, Legue, etc. Fiz questão de reencontrá-los, porque não temos como esquecer essa época e as milhões de histórias de quase uma década de carnaval em Urucará. Não posso deixar de mencionar o final da noite, ou o início da manhã? Não sei, quem quiser interpretar que interprete. Mas, o fato é que a minha mãe preparava uma imperdível e deliciosa sopa, fazia parte do ritual ir a minha casa. A diretoria trazia de vez em quando um convidado para a sopa, que passava pela aprovação, é claro, dos membros, entretanto houve pouquíssimos vetos, o teor etílico era generoso.

Com toda esta história e com o compromisso social inerente a minha pessoa, é que, nesta data especial, lancei a campanha Gibiteca na Escola Pública. Com as doações, no dia da festa e outros gibis que estou doando, estaremos entregando os cem primeiros livrinhos em breve. Esclareço, que esta campanha me acompanhará, a partir de agora, por toda a vida. Não posso desacreditar, como educadora, que o Brasil pode ser mudado através da leitura. Há a real necessidade de melhorar o índice brasileiro de analfabetos e analfabetos funcionais. Tornando pessoas mais críticas.
Oportunamente, agradeço aos amigos que aderiram a campanha, e o fato de acreditarem em mim e nos meus sonhos coletivos, doando os gibizinhos solicitado no convite. Pra vocês Raul Seixas: " um sonho que sonha só, é só um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade..." Obrigada.

Nesta celebração da vida, convidei todas as pessoas que já militaram comigo nos mais diferentes fronts e que também souberam viver a vida. Além de destacar, carinhosamente, a presença da minha mãe, D. Dora, que veio de Urucará para cá. Sendo assim brindo a todos, e, até o próximo ano se Deus quiser.
Ao Alfred que voltou de suas peregrinações para comemorar comigo esta data: um carinho especial. E... Preta , amiga, valeu!!!!
Salve Jorge!!!!!